SEMANA ACADÊMICA INTEGRADA

SEMANA ACADÊMICA INTEGRADA

ADMINISTRAÇÃO, CONTÁBEIS E CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO

Semana Acadêmica Integrada trouxe relato de

carreiras profissionais no mercado de trabalho

 

Duas experiências profissionais no mundo do trabalho, abriram a Semana Acadêmica Integrada dos cursos de Administração, Ciências Contábeis e Ciência da Computação, na noite da última terça-feira, dia 26/05, no salão nobre do campus universitário. Um plenário bastante receptivo formado por mais de 80 alunos, acompanhou com muita atenção e manteve sempre o foco na narrativa dos palestrantes, com o propósito de tirar o máximo de aprendizado das suas vivências.

Os palestrantes convidados trouxeram para conhecimento da comunidade acadêmica, dois cases de sucesso: um na gestão pública e outro na iniciativa privada. O primeiro foi apresentado pela consultora em Finanças, Gestão e Saúde Pública – Adriana Facco de Souza, abordando o tema: “Inovação na Gestão de Recursos: Como Transformar o Déficit em Resultado”. A consultora de 36 anos, natural de Tupanciretã, falou sobre o papel da contabilidade na gestão pública e um caso real de transformação de déficit para superavit, na Prefeitura de Tupanciretã.

A segunda palestra foi em cima do tema “O Ciclo do Crédito no Agro: onde Gestão, Finanças e Tecnologia se Encontram”, com a participação do diretor de Operações da TentosCap Rodrigo Zamberlan, cuja trajetória profissional conta com mais de 25 nos de experiência no segmento agrícola, especialmente em áreas afins do cooperativismo de crédito e o agronegócio. Rodrigo Zamberlam é graduado pela Unijuí e atuou por um período na docência da Unicruz como professor nos cursos de Administração e Ciências Contábeis.

DO ENDIVIDAMENTO AO SUPERÁVIT –

“Quem domina a informação contábil, domina a gestão”, garantiu a consultora Adriana Facco de Souza, que atualmente presta assessoria para várias prefeituras da região, depois de viver um longo período o dia-a-dia da gestão pública no município de Tupanciretã. Adriana contou que ingressou na Prefeitura com 26 anos, em 2016, sendo considerada na época a primeira mulher a assumir como Secretária de Finanças de um município e a mais nova investida no cargo em todo o RS. O município estava literalmente “quebrado” com um passivo de R$ 10 milhões de endividamento.

A Prefeitura vivia uma desorganização estrutural, somada a uma forte resistência interna em não aceitar qualquer tipo de mudança. Adriana pensou em desistir, mas encontrou outros servidores mais comprometidos e gestores eleitos determinados em alterar aquele quadro negativo. As coisas foram acontecendo aos poucos, segundo Adriana, coma implantação de uma gestão moderna, atualizada e sem desperdícios, sabendo diariamente o que estava acontecendo, com os setores conectados e prontos para tomar as decisões estratégicas.

A fiscalização evoluiu muito e a transparência contábil – juntas, deram suporte para as condições administrativas necessárias naquele momento. Quando deixou a prefeitura em 2024, em licença maternidade e depois para ingressar no setor de consultoria privada, Adriana disse que o caixa tinha R$ 30 milhões em recursos livres disponíveis. “Foi dizendo não para algumas coisas, foi alterando processos e fazendo investimentos, como por exemplo em tecnologia e gerenciamentos de dados – que alçamos esses resultados”, reconheceu.

O município em pouco mais de cinco ou seis anos, adquiriu a capacidade de renegociar dívidas e pagar todo o passivo – que atingiu de modo degradante a autoestima dos servidores e da própria comunidade de Tupanciretã, que via o seu Município em condições precárias. A nova fase de modernização administrativa teve como símbolo da virada a implantação do TupanDigital, que alinhou processos entre os setores, trouxe confiabilidade nas informações e adotou um controle rigoroso de gastos. Tupanciretã foi classificada no ranking TOP 19 Brasil, ou seja, entre os 19 melhores municípios do país em qualidade da informação contábil e fiscal.

R$ 3,5 BILHÕES EM CRÉDITOS –

O diferencial do profissional que fizer a escolha de fazer parte do agronegócio – e muito provavelmente isso valha para outras áreas de atuação – está em alcançar a melhor qualificação e aprendizado, segundo o diretor de operações da TentosCap Rodrigo Zamberlam. Mas, segundo o especialista em soluções financeiras do Grupo 3 Tentos, vai sair em vantagem nesse mercado altamente disputado, num degrau mais acima, aquele que oferecer alguma coisa como valor agregado, alguma vantagem competitiva, como garantia de escolha entre outros concorrentes. Simples, assim.

Rodrigo Zamberlan atuou por 25 anos no mercado financeiro, mais precisamente integrando a rede de cooperativismo de crédito SICREDI. De acordo com ele, foi uma experiência que lhe permitiu compreender como as coisas se conectam nesse complexo sistema envolvendo crédito, produção e comercialização. As habilidades por ele adquiridas chamaram a atenção de empresas como a 3Tentos, que lhe fizeram o convite para integrar a equipe a partir de março de 2025. “A mudança maior foi no formato, em perceber que a cadeia do agronegócio está toda dentro da empresa” comparou Zamberlan, nessa transferência de emprego.

A palestra de Rodrigo Zamberlan veio nessa toada do porquê o crédito é tão estratégico no agronegócio, tão importante que as demais fases do processo produtivo: plantar, manejo, colheita e comercialização. No caso das soluções financeiras oferecidas pela TentosCap, que hoje giram em torno de R$ 3,5 bilhões em créditos com seus clientes, existe um processo de liberação que passa por uma série de critérios técnicos e análises que reduzem riscos, inclusive dados climáticos. “Hoje 80% do crédito é aprovado pelo sistema, deferidos por indicadores, e 20% são projetos de relevância” disse o palestrante.

Muitos produtores tomaram muito crédito no passado. Uma das causas do endividamento passa por admitir que houve compra exagerada de equipamentos e máquinas, além das safras frustradas dos últimos cinco anos, por exemplo. Rodrigo Zamberlan comentou que em outros tempos o produtor tomou mais crédito do que podia. Hoje quem lida com financiamentos e avaliação de capacidade de pagamento, é bem mais seletivo. O Grupo 3 Tentos está avançando no desenvolvimento de negócios e se posicionando para no futuro ter seu próprio banco, uma instituição financeira capaz de atender toda a cadeira produtiva.

 

FOTOS RELACIONADAS –

– Professora Jaciara foi a mediadora do debate com a plateia.

– A consultora Adriana Facco de Souza

– Rodrigo Zamberlan, diretor da TentosCap

– Plateia atenta acompanhou o depoimento dos profissionais convidados