FILHOTE DE ONÇA-PARDA

FILHOTE DE ONÇA-PARDA

FILHOTE DE ONÇA-PARDA MORTA POR ATROPELAMENTO FOI ENTREGUE À UNICRUZ

Um filhote de onça-parda, também conhecido como leão baio, foi encontrado sem vida no acostamento do Km-180 da BR-158, na tarde deste sábado (28/02), sobre a ponte do Arroio Cambará, na localidade de Novo Horizonte, estrada no sentido Cruz Alta-Panambi. O pequeno animal era uma fêmea da espécie e, muito provavelmente, tenha sido vítima de atropelamento, que é a causa mortis mais frequente em rodovias.

A Patrulha Ambiental/PATRAM da Brigada Militar, foi comunicada do acontecido pelo repórter Fábio Marangon. Ao se deslocar até o local, identificou o animal como sendo um filhote da espécie cientificamente denominada de Puma concolor, aparentando em torno de cinco a seis meses de idade e pesando cerca de 20 quilos. A medição foi de 56cm da cabeça ao início da cauda.

O filhote foi recolhido e conduzido até o campus da UNICRUZ, sendo entregue à bióloga Andréa Pereira, responsável pelo Laboratório de Anatomia Animal. Numa avaliação inicial das lesões, o animal não apresentava fraturas aparentes, apenas rompimento interno. Não havia rigidez cadavérica, o que permite deduzir que a morte ocorreu no início da tarde do sábado.

Em ofício encaminhado para a Secretaria Estadual do Meio Ambiente/SEMA, a bióloga da universidade comunicou as condições em que o animal foi encontrado, informando inclusive que o mesmo não apresentava nenhum dispositivo de rastreamento. Nesse caso, por se tratar ainda de um pequeno filhote, cuja vida foi interrompida ainda em fase de crescimento.

Segundo a bióloga Andréa Pereira, o filhote inicialmente vai passar por um processo de congelamento, para depois ser submetido à taxidermia, com a retirada e substituição dos órgãos internos, ossos e músculos. A montagem detalhada da estrutura, com técnicas especiais, vai dar forma e a posição, preparando o animal para estudo acadêmico, exposições e campanhas de conscientização ambiental.

QUARTO ANIMAL ENTREGUE À UNICRUZ –

Este é o quarto animal da espécie Puma concolor entregue para o Laboratório de Anatomia Animal da Unicruz, nos últimos cinco anos. O mais recente ocorreu no dia 16 de dezembro, ou seja, cerca de dois meses atrás – uma fêmea de aproximadamente 11 a 12 meses, que também morreu por atropelamento na rodovia RSC 377 (um pouco adiante da propriedade rural conhecida como Terra Boa), aproximadamente 10km da zona urbana de Cruz Alta.

O avistamento de onças-pardas adultas, algumas com e outras sem filhotes, tem se tornado muito frequente em nossa região. De acordo com o portal Panambi News, conforme publicação no dia 17 de fevereiro, houve o relato de produtores rurais da região de Iriapira, flagrarem pelo menos três animais circulando às margens de um capão de mato. Apesar das baixas condições de luminosidade, algumas imagens foram capturadas enquanto as onças-pardas sumiam em meio à vegetação.

AVISTAMENTO DE ONÇAS-PARDAS EM PANAMBI –

As informações também dão conta de que os animais já teriam sido avistados por outros agricultores. E que se trata de uma mãe e dois filhotes que circulam em uma área ampla, cruzando localidades nas divisas dos municípios de Panambi, Condor e Santa Barbara do Sul. Ainda, conforme o Portal Panambi News, no mês de dezembro, dois registros de onças atropeladas foram registrados na BR-386, entre Carazinho e Santo Antônio do Planalto.

No caso específico desta pequena fêmea morta por atropelamento, na BR-158, em Novo Horizonte, a bióloga da Unicruz Andréa Pereira, arrisca dizer que ela poderia ainda ter o acompanhamento materno. A independência completa normalmente se dá somente depois que o animal atinge um ano e meio a dois anos. A pequena filhote de onça-parda tinha no máximo seis meses de idade.

A bióloga Andréa Pereira informa que apesar da preferência por hábitos noturnos, as onças-pardas também se deslocam durante o dia. Nesse caso, é prudente aos motoristas redobrarem cuidados aos circular por locais com maior densidade de arborização. Ela recomenda, ainda, que diante de algum avistamento deve ser mantida a distância. O instinto do animal é fugir. A Patram deve sempre ser comunicada, a fim de monitorar o deslocamento dos animais. A legislação é clara na proteção e proibição de caça de animais silvestres – Lei nº 5.197/1967).

Fotos – Fábio Marangon e Andréa Pereira/portal Panambi News