
DIREITO: COOPERAÇÃO PARA FORMAÇÃO ACADÊMICA
UNICRUZ E JUDICIÁRIO AJUSTAM PARCERIA INSTITUCIONAL
PARA REALIZAÇÃO DE ATIVIDADES PRÁTICAS ACADÊMICAS
A Universidade de Cruz Alta/Unicruz e o Poder Judiciário iniciaram tratativas no sentido de validar uma proposta de parceria institucional, visando a realização de atividades práticas acadêmicas, em conexão com a 1ª Vara Cível da Comarca de Cruz Alta. Para avaliar todas as possibilidades da proposta, a reitora Sirlei de Lourdes Lauxen recebeu no gabinete do campus, na tarde de terça-feira (04/08), a Juíza de Direito Emanuelle Massing Stefani de Marchi. A reunião contou com a participação da Coordenadora do Curso de Direito professora Denise Girardon dos Santos e a Coordenadora do Núcleo de Práticas Jurídicas/NPJ professora Carlise Maria Zambra.
A parceria institucional tem o propósito de estreitar os vínculos entre a formação acadêmica e a prática forense, contribuindo para o aprimoramento de formação dos estudantes. Como proposta, consiste na possibilidade de realização de audiências simuladas nas dependências do Fórum da Comarca de Cruz Alta, na Sala de Audiências da 1ª Vara Cível, destinadas aos alunos matriculados em disciplinadas como Processo Civil ou outras que sejam consideradas pertinentes pela Coordenação do curso de graduação e respectivos docentes.
A juíza Emanuelle de Marchi entende que a utilização do espaço institucional do Poder Judiciário, para atividades acadêmicas, representa uma valiosa oportunidade para que os alunos tenham contato mais próximo com a realidade da atividade jurisdicional. Essa aproximação, conforme a magistrada, vai se refletir numa maior compreensão teórica e prática das audiências, bem como entender os papéis desempenhados pelos diversos atores processuais, a formalidade dos atos judiciais e a importância da atuação ética e técnica dos profissionais do Direito.
APROXIMAÇÃO UNIVERSIDADE – JUDICIÁRIO
A iniciativa vai permitir um significativo enriquecimento acadêmico aos alunos, fortalecendo a aproximação entre a Universidade e o Poder Judiciário – instituições comprometidas com a promoção do conhecimento, da Cidadania e da Justiça. Nesse primeiro momento, a juíza Emanuelle de Marchi acredita que à medida que avançarem as definições em relação às diretrizes da cooperação – será possível estabelecer a forma de execução das atividades. Após este alinhamento inicial, poderão ser estabelecidos cronogramas semestrais – para a promoção das Audiências Simuladas, bem como as demais atividades que oportunamente serão desenvolvidas entre as instituições.
A juíza da 1ª Vara Civil Emanuelle de Marchi, para além das Audiências Simuladas, se colocou à disposição para – quando possível e observadas as limitações legais e estruturais, oportunizar o acompanhamento de audiências reais, por grupos de estudantes. Em sendo assim, de acordo com a magistrada do Fórum da Comarca, tal participação deverá respeitar as restrições decorrentes do segredo de Justiça, a natureza dos processos em pauta, a capacidade física do ambiente e as autorizações administrativas, na preservação da intimidade das partes e da regularidade dos atos processuais.
NÚCLEO DE PRÁTICAS JURÍDICAS/NPJ –
As professoras Denise GIradon dos Santos e Carlise Zambra, veem com entusiasmo do ponto de vista pedagógico e de crescimento na formação dos futuros profissionais do Direito, o acompanhamento de audiências – que vinham sendo feitas de forma isolada pelos alunos, agora, a partir do segundo semestre do ano letivo 2026/02, sejam acompanhadas de maneira técnico-didática. Segundo as professoras universitárias, além da interação com a Magistrada, agregando a técnica à aprendizagem transmitidas nas salas de aula, eles vão poder acompanhar a etapa processual fundamental para compreender os processos judiciais.
De acordo com a Coordenadora Carlise Zambra, no Núcleo de Práticas Jurídicas, os acadêmicos realizam os estágios práticos divididos em cinco formas técnicas, sendo duas de prática simulada e, outras três de prática real, com atendimentos ao público e atuação em processor judiciais. Segundo a coordenadora, na conclusão de cada estágio, o acadêmico entrega um relatório das atividades que foram desempenhas nesse período experimental, registrando participação em audiências, contendo registro subscrito pelo juiz ou juíza que presidiu a sessão.
