ACADÊMICA RETORNA DE INTERCÂMBIO EM PORTUGAL

ACADÊMICA RETORNA DE INTERCÂMBIO EM PORTUGAL

 

Os seis meses vividos pela acadêmica do Curso de Direito da Unicruz Ana Luiza Springer, no período de intercâmbio que esteve em Portugal – foi “um sonho realizado”. Ela trouxe na bagagem além do uniforme da Universidade de Coimbra, lembranças afetivas de uma experiência pessoal transformadora.

“Aprendi muito sobre mim, junto com o conhecimento da cultura e história de Portugal”, declarou Ana Luíza Springer, em entrevista concedida para a rádio Cidade FM 104.9, de Ibirubá, na companhia da mãe Verônica e da agente Deise Aline Bellini, da empresa de viagens e turismo Giru´s.

Ana Luiza Springer tem 20 anos e fez o Ensino Médio no IFFAR– Instituto Federal Farroupilha, na cidade de Panambi. Depois, acabou mudando o domicilio residencial para Ibirubá, acompanhando a transferência do pai, Ciro Springer, para uma indústria metalúrgica, e da mãe Verônica, professora de Ciências Biológicas, que atualmente leciona na rede estadual, na Escola EF Ibirubá e Escola Edison Quintana.

O interesse em fazer o intercâmbio acadêmico em Portugal, nasceu tão logo ela ingressou na Unicruz, em 2024. Ana Luiza pediu aos país suporte para realizar a viagem e estadia – e o projeto começou a ser construído dois anos atrás. Ela cumpriu o processo do Edital e o resultado foi anunciado pela universidade em outubro.

Em pouco mais de três meses, ela contou com a importante assessoria da agente de viagens da Giru´s, para aquisição de passagem, exames médicos e o seguro saúde. Ana Luiza pegou voo em 29 de janeiro, com a incumbência de tirar quando desembarcasse em terras lusitanas – o Visto de Estudantes, que é opcional para 90 dias, mas obrigatório para os seis meses naquele país, mas conhecido como semestre acadêmico.

Ana Luiza ficou em Portugal de 29 de janeiro a 29 de julho. “A cidade de Coimbra gira em torno da universidade, que é uma das mais antigas da Europa e traz muitas tradições” contou a acadêmica gaúcha. Diferente do período letivo, onde milhares de estudantes saem e chegam, nos meses de julho e agosto – revela Ana Luiza, vira uma cidade quase fantasma. Apesar disso, declara, é um lugar apaixonante.

SUPERANDO DIFICULDADES –

A chegada dela em Portugal foi decepcionante. O país estava sob intensas tempestades e mais de 40 dias com chuvas e aguaceiro por todo o lado. O início do ano letivo estava suspenso e ela teve que ficar aguardando por duas semanas o começo das aulas. Nesse momento ela foi tomada de um desânimo e chegou a pensar em desistir. A mãe Verônica foi a melhor conselheira, pedindo para que ela ficasse mesmo diante das dificuldades iniciais.

A partir das amizades conquistadas com outros intercambistas na “casa de estudantes”, um modelo português das tradicionais repúblicas aqui do Brasil, Ana Luiza renovou sua determinação em permanecer. “O ambiente universitário era compartilhado com estudantes de várias nacionalidades: italianos, franceses, indianos, paquistaneses e, inclusive, japoneses. “Com os brasileiros, de outros Estados, o que acabou acontecendo foi uma amizade para a vida toda” afirma a intercambista.

Na Universidade de Coimbra, Ana Luíza diz que fez matérias voltadas para o Direito Internacional como foco no Direito Público e Direitos Humanos, Processo Civil Internacional e Penal. Também, segundo ela, é muito estudado temas relacionados ao Direito no âmbito da comunidade Europeia. Outra disciplina interessante, com grande conteúdo é a de Direito Luso-brasileiro.

Sobre o “descobrimento” do Brasil, Ana Luiza ficou impressionada como alguns universitários portugueses acreditam a versão de que o nosso país não foi invadido e explorado – mas o contrário. Alguns acham que os navegantes de além mar que zarparam rumo aos Oceanos, vieram para cá para fazerem investimentos e que a colonização de 322 anos (até a Independência em 1822) foi “um mau negócio para Portugal”. Os livros de História deles não são os mesmos que os nossos.

TURISMO COMPLETA O INTERCÂMBIO –

A estada de seis meses em Portugal, seria incompleta sem Ana Luíza conhecer a visa e os pontos turísticos de outros países. Na parte turística, ela conta que não havia burocracia. Na primeira viagem ela conheceu a Serra da Estrela, região de Portugal onde predomina a neve. Depois, nas férias de Páscoa foi com as amigas Vivi e Marta, para o Reino Unido para conhecer Dublin (Irlanda), Belfast (Irlanda do Norte), Edimburgo (Escócia) e Londres (Inglaterra).

“O turismo faz do intercâmbio algo mais completo” – declarou Ana Luíza, que ainda teve a oportunidade de circular por outras lindas cidades, como: Paris (França), Salamanca (Espanha), Roma, Milão, Florença, Veneza, Verona e as praias da ensolarada Toscana. A Queima das Fitas foi o festival folclórico que mais lhe impressionou, evento comemorado no final do semestre letivo, com desfile de carros alegóricos e um cortejo – semelhante ao Carnaval de Rua.

Apesar de todo esse encantamento, a acadêmica da Unicruz Ana Luíza Springer garante que morar fora do Brasil, definitivamente, não está nos seus planos futuros. “Não consigo me imaginar morando em outro lugar se não no Brasil” declarou. Depois dessa experiência em Portugal, Ana Luíza acha que está preparada novos desafios, como fazer um Mestrado de três meses na Itália. “Eu achava que era algo impossível, mas vivi com intensidade todos os momentos dessa experiência” garante Ana Luiza, recomendando a quem interessar possa: “O Mundo está esperando por vocês”.

 

 

FOTOS RELACIONADAS –

– A acadêmica com o uniforme da Universidade de Coimbra.

– Momentos dos passeios turísticos por países da Europa.