EGRESSA DE BIOMEDICINA FEZ PALESTRA

EGRESSA DE BIOMEDICINA FEZ PALESTRA

Biomedicina e Farmácia promoveram palestra

sobre diagnóstico de doenças infectocontagiosas

 

Os cursos de Biomedicina e Farmácia da Unicruz promoveram uma palestra sobre o tema “Diagnóstico Laboratorial das Doenças Infectocontagiosas: Avanços e Desafios no Cuidado em Saúde”. O evento aconteceu no salão nobre do campus universitário e teve a coordenação da professora de Imunologia Clínica Kendra Caroline Grams. A assistência no plenário contou com a presença de 60 acadêmicos.

A convidada para esta análise e troca de conhecimentos com os acadêmicos, foi a biomédica egressa da Unicruz Laura Moura Sestari, especialista em Atenção Clínica com Ênfase em Infectologia Neurologia e, atual, mestranda em Saúde Pública – na Universidade Federal de Santa Maria/UFSM. A palestra fez parte da disciplina de Imunologia Clínica, que integra a grade curricular dos cursos de Biomedicina e Farmácia.

A ministrante Laura Moura Sestari trouxe a experiência adquirida nos últimos dois anos, durante sua residência nos Laboratórios de Tuberculose e Controle de Infecções do Hospital Casa de Saúde, em Santa Maria. De acordo com a palestrante, a carga teórica e prática recebida antes de ingressar no mestrado acadêmico, aconteceu no primeiro ano – através da Atenção Básica, e no segundo ano – na parte laboratorial.

Num primeiro momento, a biomédica falou as condições de transmissão e sintomas das doenças sexualmente transmissíveis, apontando que entre outras vinculações – “o risco de infecção se define, necessariamente, pelo comportamento”. Doenças como tuberculose, alguns tipos de câncer e pneumonia, por exemplo, tem uma prevalência epidemiológica que exigem políticas públicas e demandas por serviços de saúde.

A palestrante, nesse contexto, esclareceu sobre as liberações e testes disponibilizados pelo Ministério da Saúde, através do SUS. No caso da AIDS, por exemplo, ela refutou o uso do verbete “aidético” como um termo mal utilizado. De acordo com a biomédica, existe uma fase assintomática que pode ser de meses e até anos. Ressaltou que na fase mais avançada, com o sistema imune mais debilitado e com o aumento da carga viral, o paciente corre risco de óbito mais pela incidência de doenças oportunistas.

TESTAGEM SALVA VIDAS –

A busca por testes de doenças infectocontagiosas, na rede pública ou mesmo particular, por iniciativa da própria pessoa, tem aspectos positivos em relação a objetividade clínica. Para a ciência médica detectar qualquer tipo de infecção dispara uma intervenção imediata. Mas para quem se dispõe a fazer o auto teste, que garante uma certa privacidade, o diagnóstico pode levar em alguns casos – ao medo e a omissão no enfrentamento da doença.

A biomédica Laura Sestari entende que os testes e o diagnósticos de doenças infectocontagiosas estão à disposição para que a sociedade utilize como forma de diagnóstico, seja por meio de exames fornecidos pela saúde pública ou investigação particular, em clínicas e laboratórios privados. “A biologia molecular, os processos de coleta e o tempo de resultados – estão bastante avançados e a favor da vida e sobrevida dos pacientes” – argumentou a palestrante.

A palestra, segundo a professora Kendra Caroline Grams, esclareceu sobre as complicações clínicas diante da ausência de sintomas iniciais e, sobretudo, a necessidade de estratégias de rastreio ativo. No caso de falha de diagnóstico, foi alertado sobre a evolução dos casos e o risco de complicações e sequelas irreversíveis. Para a professora Kendra Grams, ficou comprovado que a resposta tecnológica é uma aliada no combate das doenças infectocontagiosas, no mínimo, por três motivos: a urgente tomada de decisão clínica, controle epidemiológico (transmissão) e promoção assistencial da saúde do paciente.