
15 DE JUNHO – DIA MUNDIAL DE CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE A VIOLÊNCIA CONTRA A PESSOA IDOSA
IDOSOS TERÃO NO SEU DIA EXPOSIÇÃO E
DOCUMENTÁRIO PRODUZIDO PELA UNICRUZ
Entre as comemorações que estão sendo programadas para marcar o DIA MUNDIAL DE CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE A VIOLÊNCIA CONTRA A PESSOA IDOSA, na véspera – no domingo dia 14/06, vai acontecer uma atividade durante a festa tradicional do Asilo Santo Antônio. Este evento começará às 10h, através da distribuição de adesivos ao público, pelos integrantes do Conselho Municipal da Pessoa Idosa, com o objetivo de marcar e dar visibilidade a data,
Já no dia 15 de junho, no Centro de Convivência da Pessoa Idosa (CCI), em parceria com a UNATI – Universidade Aberta à Terceira Idade da UNICRUZ e com o GIEEH – Grupo Interdisciplinar de Estudos do Envelhecimento Humano da UNICRUZ, será promovida uma Exposição Fotográfica com imagens de pessoas idosas e frases com apelos motivacionais, junto com a exibição de um documentário produzido especialmente para a ocasião.
O documentário e os demais materiais apresentados foram produzidos por estudantes do PPGPSDS – Programa de Pós-Graduação em Práticas Socioculturais e Desenvolvimento Social da UNICRUZ, integrantes do GIEEH, com o propósito de sensibilizar a comunidade sobre a importância da valorização da pessoa idosa, do respeito aos seus direitos e do enfrentamento às diversas formas de violência que atingem essa população.
A autoria da Exposição e produção do Documentário teve a participação de: professora Dr.ª Solange Beatriz Billig Garces – docente da UNICRUZ e membro do Conselho Municipal da Pessoa Idosa/COMPID; doutorandas Bruna Laís da Veiga Karzmickuk e Claudio Everaldo dos Santos; mestrandos – Naican Escobar e Terezinha Marcia dos Santos Quevedo (conselheira do COMPID) e aluna do Curso de Fisioterapia da UNICRUZ Camila Lima Nunes.
VIOLÊNCIA CONTRA A PESSOA IDOSA:
RECONHECER É O PRIMEIRO PASSO PARA PROTEGER
O Dia Mundial de Conscientização sobre a Violência contra a Pessoa Idosa transcorre na próxima segunda-feira, 15 de junho. Mais do que uma data simbólica, trata-se de um chamado à sociedade para olhar com seriedade para uma realidade que, muitas vezes, acontece dentro de casa, em silêncio, longe dos olhos da comunidade e até mesmo das instituições.
A violência contra a pessoa idosa não se limita à agressão física. Ela pode aparecer de formas mais sutis, mas igualmente graves: humilhações, ameaças, abandono, negligência nos cuidados, apropriação de aposentadoria, pressão para assinatura de documentos, isolamento familiar e desrespeito à autonomia. Muitas vezes, a pessoa idosa não denuncia por medo, dependência financeira ou emocional, vergonha, e falta de informação.
Os dados revelam a gravidade do problema. Segundo o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, os registros do Disque 100 demonstram que a violência contra a pessoa idosa atinge de forma expressiva diferentes faixas etárias, com maior volume entre pessoas idosas entre 70 a 84 anos.
As ocorrências envolveram, principalmente, pessoas de 70 a 74 anos, com 30.814 registros; de 80 a 84 anos, com 28.784; e de 75 a 79 anos, com 28.038. Também há números significativos nas faixas de 65 a 69 anos, com 23.850 ocorrências, e de 60 a 64 anos, com 22.796. Esses dados, embora alarmantes, provavelmente não mostram toda a realidade, já que muitos casos sequer chegam aos canais oficiais de denúncia.
Entre as formas mais comuns de violência está a negligência, quando familiares ou responsáveis deixam de oferecer cuidados básicos, como alimentação adequada, higiene, medicação, acompanhamento médico e atenção afetiva. Também merece destaque a violência psicológica, caracterizada por ofensas, gritos, ameaças, infantilização, desprezo e tentativas de silenciar a pessoa idosa. Esse tipo de violência fere a autoestima, a dignidade e o senso de pertencimento.
Outra prática recorrente é a violência patrimonial ou financeira, que ocorre quando alguém se apropria do dinheiro, do benefício previdenciário, dos bens ou dos cartões da pessoa idosa sem autorização ou mediante pressão. Em muitos casos, o abuso financeiro vem disfarçado de “ajuda”, mas retira da pessoa idosa o direito de decidir sobre sua própria vida e seus recursos.
O principal problema é que a violência, na maioria das vezes, ocorre no ambiente familiar e é praticada por familiares ou pessoas próximas à pessoa idosa. Nesse contexto, a omissão e o silêncio tornam-se cúmplices da perpetuação dessas situações. Muitas vezes, as próprias pessoas idosas optam por não denunciar ou relatar as agressões, na tentativa de proteger seus familiares, mesmo que isso signifique suportar a continuidade da violência e de seus impactos em sua vida e bem-estar.
O Estatuto da Pessoa Idosa assegura direitos fundamentais, como vida, saúde, dignidade, liberdade, respeito e convivência familiar e comunitária. No entanto, a existência da lei, por si só, não basta, é preciso que a família, a comunidade, os profissionais da saúde, da assistência social, e o poder público estejam atentos aos sinais de violência e atuem de forma preventiva.
Proteger a pessoa idosa é uma responsabilidade coletiva. Denúncias podem ser feitas pelo Disque 100, canal nacional de proteção aos direitos humanos, além dos órgãos de segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselhos da Pessoa Idosa, CRAS, CREAS e serviços de saúde.
Fonte dos dados disque 100: https://www.gov.br/mdh/pt–
br/assuntos/noticias/2025/dezembro/disque–100–registra–mais–de–2–milhoes–deatendimentos–ate–novembro–de–2025–e–mantem–protagonismo–no–enfrentamento–asviolacoes–de–direitos–humanos


