
DIA INTERNACIONAL DO IDOSO 1º de Outubro.2026
A sociedade é responsável pela invisibilidade da pessoa idosa
A temática “Velhices Invisíveis e Inclusão” foi debatida como um libelo a ser reconhecido pela sociedade, durante a tarde da última quinta-feira, dia 1º/10, no salão de atividades e oficinas do Centro de Convivência da Pessoa Idosa/CCI. A discussão fez parte das comemorações especiais pela passagem do Dia Internacional da Pessoa Idosa, coordenadas pela equipe do CCI, a Universidade Aberta à Terceira Idade/UNATI e a Unicruz, através do Programa de Pós-Graduação em Práticas Socioculturais e Desenvolvimento Social/PPGPSDS.
O evento contou com a presença da Coordenadora do CCI e Presidente do Conselho da Pessoa Idosa Sinara Faccin, a Reitora da Unicruz Sirlei de Lourdes Lauxen e a Pró-Reitora e Coordenadora da UNATI Solange Beatriz Billig Garces, a Coordenadora de Pesquisa da Unicruz Carla Tavares, o diretor do Asilo Santo Ântonio Inácio Konrad, a presidente do Conselho Municipal de Assistência Social Maria Ercília, o presidente da Associação de Aposentados e Pensionistas João Carlos Franco. Terezinha Quevedo da SMEC. O protocolo foi apresentado pela professora e Coordenadora do Curso de Arquitetura e Urbanismo Gabriela Moraes.
As atrações do dia foram centradas em três eventos: a VII Mostra Sobre Velhices, a V Mostra de Trabalhos Científicos e a II Mostra Fotográfica Velhices Invisíveis e Inclusão. Destaque para a grande exposição composta por um varal onde foram pendurados trabalhos científicos de acadêmicos da disciplina Cidadania e Participação para o Desenvolvimento Humano e Social de População Idosa, o PPGPSDS, da Unicruz. Todas essas pesquisas, a partir de agora, serão compiladas para edição e impressão de um livro com o titulo “Sobre Velhices”.
Os painéis fotográficos colocados sobre cavaletes, vieram da mostra realizada no mês de junho deste ano, como parte do documentário sobre o CCI e os depoimentos dos integrantes de seus programas de inclusão. Em dois murais “Árvores Biográficas” e “Tecendo Vidas” foram expostos trabalhos organizados pelos idosos mostrando suas trajetórias de vida, de forma cronológica, por meio de fotografias.
Uma peça de tecido em exposição, ganhou a atenção do público, por retratar em bordado – a representação de todos os versos da música Terra Saudade, de Horácio Cortês, destaque da 2ª Coxilha Nativista, realizada em 1982. Os versos foram bordados com a letra da música a sua relação visual e, depois, costurados como uma colcha de retalhos. No mesmo ambiente, foi montada com um olhar telúrico e fraterno uma representação da “casa da Vovó”, com quadros redondos nas paredes, xicaras e jarras alouçadas, muita tapeçaria de crochê, bordados e peças características de uma morada de tempos idos.
Homenagear as pessoas idosas também significa assumir o compromisso de ouvi-las, respeitando suas decisões e valorizar a sua participação. Entre as manifestações, foram lembrados os preconceitos, a desigualdade de tratamento e a falta de reconhecimento por tudo que nos legaram como sociedade. Para a reitora da Unicruz Sirlei Lauxen existem muitos tipos de velhices – uma das quais ela se incluiu aos 64 anos – mas é preciso continuar a viver atravessando diferentes condições sociais e culturais, respeitando a todos em sua singularidade.
A universidade se fortalece nesse encontro de gerações e saberes. Segundo a Pró-Reitora de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão Solange Billig Garces – cada atividade que se constrói juntos reafirma o quanto o aprender e ensinar são possibilidades presentes em todas as etapas da vida. “Os jovens estudantes que interagem com os idosos e veem nisso uma oportunidade para ganhar experiência e conhecimento, são pessoas que combinam formação humana e acadêmica” disse a Pró-Reitora Solange Garces. As apresentações culturais com a participação do Coral e do Grupo de Dança do CCI encerrou a programação.
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