FALA AÍ, FELLAS!

Fala Aí, Fellas!


Tá ligado no Bazooka? O programa da Unicruz TV estreou em 2017 com a proposta de ser uma aula de nerdice. Games, HQs, séries, filmes, memes. Cultura pop e elementos do universo geek não faltaram ao longo dos 10 episódios da temporada. O barato ficou por conta da diversidade de assuntos: desde representatividade LGBT em desenhos animados (#3: Queertoon), até uma batalha de desenhos com participação de um ilustrador profissional (#9: HQ na prática). Falando em convidados, o Modo Versus também conquistou a galera: personalidades como o criador da comunidade de League of Legends – Ilha da Macacada, Samuel Rehbein (#2: Pokétenso), o vocalista da banda Doidivanas, Felipe Mello (#8: Bazooquiz Musical), e a reitora da Unicruz, Patrícia Bianchi (#10: Resumão da Temporada) toparam o desafio e bateram papo com o apresentador Lucas Padilha enquanto jogavam videogame.

Mind-blowing: Você provavelmente não notou, mas no episódio #7 (Life is Strange), o jogo do Modo Versus precisou ser totalmente regravado após a entrevista. O arquivo do duelo entre Lucas Padilha e a empresária Cristiane Brandolt foi perdido porque o OBS Studio, software utilizado para capturar a tela do computador que reproduz os games, apresentou erro durante a gravação e parou de funcionar. A solução foi iniciar uma nova partida no F1 Race Stars mais tarde e refazer os mesmos resultados. A gambiarra deu certo na primeira tentativa e as corridas “simuladas” encaixaram perfeitamente na entrevista! Like a boss...

Aperta o start: Gosta de games em que a história é mais interessante do que a jogabilidade? Então To the Moon foi feito para você. Lançado em 2011 pela desenvolvedora indie Freebird Games, o título narra a viagem de dois cientistas pelas memórias de um homem à beira da morte. O objetivo? Realizar o seu último desejo. Os gráficos são simples – parecem feitos para um console retrô, como o Super Nintendo –, mas extremamente caprichados. A trilha sonora também é fantástica, capaz de emocionar logo nos primeiros minutos de jogo. To the Moon é uma grande opção para quem tem um computador modesto e não quer gastar muito, já que volta e meia pode ser comprado por menos de R$ 10 na plataforma Steam.

Pra maratonar: Black Mirror é aquele tipo de série que te deixa pistola, chorando no cantinho do quarto. Produzida pela Endemol (a mesma idealizadora do reality show Big Brother), é um convite à experimentação da sociedade pós-moderna. Trata, sutil ou exageradamente, de questões como os efeitos colaterais da inteligência artificial, a obsessão por redes sociais e a lavagem cerebral. Apesar de parecer hipotética pelo apelo futurista na maioria dos episódios (cada edição tem histórias, contextos e personagens diferentes), expõe situações bem factíveis ou até mesmo já existentes em nosso cotidiano. Tais metáforas da realidade, somadas às já famosas reviravoltas da série, já popularizaram o jargão “isso é muito Black Mirror” para se referir a um acontecimento absurdo, inimaginável. Por essas e outras, Black Mirror merece alguma atenção. No mínimo, você ficará com uma pulga atrás da orelha.

Glossário

Fellas: pronúncia de fellows (algo como ‘caras’, em inglês).

Mind-blowing: gíria para uma algo chocante, surpreendente.

Indie: abreviação inglesa para ‘independente’. Acabou se tornando um conceito na indústria cultural para produtos alternativos, distantes do comum.

Pistola: Irritado, indignado.